quarta-feira, 3 de julho de 2013

Vida Real : A turma do Chaves

Em 1978, Carlos Villagrán deixou o programa para começar seu próprio espetáculo, ainda como o personagem Quico, que conseguiu a autorização de Bolaños. No entanto, tempo depois da conquista da autoria de seu personagem, Villagrán considerou que ele era de sua autoria e processou Gómez Bolaños. O resultado foi favorecedor para Chespirito.Mais tarde, o intérprete de Quico afirmou que sua saída do elenco se deu a problemas de "ciúme e inveja" entre os personagens de El Chavo. De acordo com Edgar Vivar, este último fato ocorreu pois seu ator queria escrever bordões para seu personagem, já que a série aumentava sua popularidade e audiência. Apesar do conflito com o criador do programa, Villagrán gravou seu último capítulo com seus companheiros, onde viajava para Acapulco. Uma vez que abandonou El Chavo del Ocho, ele quis usar o personagem para outro programa da Televisa, porém Bolaños recusou e não queria reconhecer sua autoria. Por isso, Azcárraga Milmo optou por cancelar o projeto de um programa independente.Porém, o ator seguiu sua carreira com o personagem na Venezuela, em 1981.
Nesta época, os produtores Valentín Pimstein e Fabián Arnaud pediram a Gómez Bolaños que ele escrevesse um roteiro para adaptação cinematográfica de El Chapulín Colorado e de El Chavo del Ocho. Este não quis, pois considerava que no caso de El Chavo, sua história se desenrolaria unicamente numa vila e também lhe resultaria um trabalho complicado já que teria que relatar uma trama inédita que nunca foi exibida e não poderia ser redundante com o que era mostrado na série, até então. Em seu lugar, foi ocupada a produção de El Chanfle, que contava com o mesmo elenco da série.
Pouco depois, em 1979, Ramón Valdés abandonou o programa por motivos pessoais. Após isto, Raúl Padilla foi contratado para integrar o elenco de El Chavo, interpretando o personagem Jaiminho. Em 1981, Valdés voltou por um tempo determinado, já que no ano seguinte, protagonizaria a série Federrico com Villagrán. Seis anos depois, em 1988, trabalhou novamente com ele em ¡Ah que Kiko!. Contudo, seu estado de saúde era crítico, pois foi detectado um cancro do estômago. Faleceu em 9 de agosto desse mesmo ano.
Por causa da saída de Villagrán e Valdés, Gómez Bolaños optou por regravar alguns episódios passados, porém com pequenas alterações na história e nos diálogos, primordialmente substituindo Quico e Seu Madruga com novas cenas. O último episódio de meia hora de El Chavo del Ocho como série, foi transmitido dia 18 de janeiro de 1980 (alguns consideram que o episódio final foi La Lavadora) enquanto o último esquete foi produzido uma década depois, em 12 de junho de 1992 como parte do programaChespirito. No total, foi transmitido 292 capítulos. O fim da série se deu a sua idade avançada que Gómez Bolaños tinha durante este período (63 anos) e a problemas cardiovasculares de Edgar Vivar.
Cquote1.svgParei de fazer precisamente por isso, porque o pior erro que podemos cometer é deixar de nos evolucionar. O ser humano é um produto de evolução e todos tem que ir trocando.Cquote2.svg
— Roberto Gómez Bolaños.
Roberto Gómez Bolaños afirmou numa visita à Lima, no Peru, em 1988, que pensou em terminar a série El Chavo del Ocho num episódio em que Chaves morreria atropelado na tentativa de salvar uma criança, mas foi desencorajado por sua filha, por achar que acabaria influenciando crianças que assistiam a série a fazer o mesmo.
Entre 2002 e 2005, foi iniciado um processo legal por parte do criador de El Chavo para proibir María Antonieta de las Nieves de utilizar o nome de sua personagem Chiquinha, entretanto este foi finalizado em boas condições, ou seja, sem maior discussão.Contudo, em 2006, Chiquinha foi excluída da série animada. Em 2010, Bolaños voltou a processar María Antonieta por suposto uso indevido da personagem,e também a respeito de possíveis reuniões dos protagonistas como maneira de comemoração da série. Em suas palavras, "os personagens existem e vivem numa imaginação que nunca foi vista".

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