domingo, 8 de outubro de 2023

Virei Nômade. E agora?

Antes de começar temos que entender o que é o nomadismo e um nômade digital. Nômade digital é um indivíduo que aproveita a tecnologia para realizar as tarefas de sua profissão de maneira remota e ao não depender de uma base fixa para trabalhar, conduz seu estilo de vida de uma maneira nômade. Esse estilo de vida é denominado de Nomadismo. Ou seja, pode estar em qualquer lugar do mundo desde que haja internet para desempenhar suas funções. A diferença então para um mochileiro ou viajante é o que o nômade só vai migrando sem ter um lugar fixo como base para retornar, é quase como um estilo de cigano moderno (exemplo bobo). 



Após cinco anos fixos morando na capital mexicana e passar por um processo de auto-conhecimento pós pandemia, decidi que minha vida precisava de uma mudança para fazer mais sentido. No meu caso já tinha um trabalho 100% home office desde janeiro de 2019 (o universo já estava conspirando), então para mim foi mais fácil tomar a decisão. Ainda assim, me preparei por um ano, antes de colocar tudo na mala e embarcar no avião rumo a meu primeiro lar temporário. 

A vida de um nômade não depende muito de prazos, assim que os planos de estadia podem variar de acordo as experiências ou expectativas. À princípio eu havia planejado ficar três meses em cada lugar mas logo percebi que estas limitações de tempo não eram necessárias. Um nômade vive o processo. Mas também nada impede de ficar menos tempo (risos). 




Meu primeiro lugar escolhido foi o caribe mexicano. Mais especificamente em Playa del Carmen, uma cidade que fica a 40 minutos de carro de Cancún. Um mar surreal, um calor da peste, e uma diferença gigantesca da Cidade do México, parecia estar em outro país. Em meio ao processo de adaptação ao novo estilo de vida, perrengues foram constantes. Já que queria algo novo: toma dois furações! Tá bom agora querido? Tal vez pela ansiedade de voltar ao Brasil acabei não me permitindo tanto. Ainda sim valeu a pena a experiência. 


                                                       Chegando em Cancún

Depois de três meses voltei ao Brasil. Com sede de me conectar mais com o meu país, nossa cultura, nossa história. E o lugar escolhido foi o meu queridinho, Rio de Janeiro. Três meses incríveis. Uma das melhores experiências da minha vida. Morei em Copacabana, e me sentia a própria Helena da novela das oito. Vivi o Rio intensamente, gabaritei tudinho! Cristo, Pão de Açúcar, ensaio de escola de samba, Vidigal, botecos, enfim... foi um sonho! 



                                                               Chegando no Brasil

Meu terceiro lugar desta primeira temporada foi Belo Horizonte. Ah, mas antes disso ainda fui conhecer Paraty no sul do RJ, fiquei três semanas lá, e só não aproveitei mais porque choveu muito! Bom, voltando a BH. Gostei de mais dessa terra. Que comida deliciosa, que povo tão querido! Não é tanto o estilo de cidade que eu moraria fixo mas foi muito legal a experiência. Estando lá por dois meses aproveitei para dar um pulo em Ouro Preto. Acho que o melhor de Minas depois da comida são as cidades histórias. Muito bom! 





E para fechar a temporada: Floripa. Um lugar que eu já conhecia, mas voltar assim morando, como nômade e depois de uma experiência morando muito tempo fora, tal vez me fizeram tem uma visão crítica maior sobre muitas coisas. Tal vez Floripa, foi o lugar que mais dividiu minha opinião. Não foi ruim como um todo minha experiência, mas definitivamente Florianópolis para mim, é aquela cidade que é legal só para passear, morar é outra história. Ainda sim, fiquei sete meses, ou seja tiveram várias coisas bacanas.Mas algo que me incomoda é o fato de tudo ser muito longe, não é uma cidade prática. 



                                                                             Floripa

Nesta primeira temporada conheci pessoas incríveis, fiz várias conexões. Mas se você está pensando em ser um nômade prepare-se para viver com a solitude. Que não é algo ruim, mas se você não está acostumado, pode sofrer um pouco. Bem, depois de um ano e meio eu comecei na segunda temporada. A ideia desta vez foi um pouco diferente, fazer sete capitais brasileiras em sete meses. Mas isso é assunto para outro post.


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Até mais! 


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